
Ontem li na Folha de SP a opinião de um playboy babão sobre a Virada Cultural – que uma amiga apelidou de Cambalhota Cultural. Nela, o sujeito, um tal de Gustavo Piqueira, reclama que um ‘mar de mijo’ invadiu as ruas do centro. Pimpão. Acho que ele só havia dado umas pernadas por aquelas bandas através do Google Earth. Ficaria impressionado se ele dissesse que o centro cheira à Jasmim. Hoje mesmo, fui até lá com o motoboy aqui do trampo. Engolindo monóxido de carbono descemos a Consolação no regaço pelo corredor de ônibus. Daí paramos num prédio ali na 7 de Abril e ele subiu pra protocolar uma papelada. Eu fiquei ali fumando um cigarro e andando em círculos até que pisei na merda de um cara, ao lado de uma árvore. Limpei a bota raspando a sola num poste, sob os olhares de um velhinho sentado naqueles bancos anti-mendigos. Não pude deixar de rir. Não é todo dia que se pisa numa bosta humana. Depois, Piqueira, o indignadinho, crítica a molecada que ‘turbina garrafas PET com birita’ num evento gratuito com música ao vivo no centro. Francamente, esse cara deve ter nojo de buceta. “Ai, que fedor!” Quê que ele quer? Tacinhas? O engraçado é o último parágrafo, onde ele questiona e responde as próprias perguntas. Parece uma tia.