Monday, February 25, 2008

Ando com uma estranha que carrega sentimentos em sacolas plásticas de supermercado. Sentimentos tão puros quanto das plantas de borracha ou de peixes de banheira. Requintes antiquados, segundo ela. Eu me sinto um cretino enquanto espero o amanhecer. Você jamais se cansa. Tudo é uma boa idéia quando não há nada a fazer. Os pingos escorrem pela calha furada. Procuro as cascas da minha ira no fundo das gavetas emaranhadas. Continue me dando conselhos errados aqui nas trincheiras do tempo. Que virou na madrugada insone. E chove sem parar agora. Aqui dentro.

4 comments:

I.:.S.:. said...

aqui tambem uma madrugada que nunca chega. e chove sem parar.

tiago said...

o pior desse lance todo é a umidade em que tudo isso se transforma.

driaguida said...

Olha, gostei do seus escritos. Gostei mesmo. Passei lá no blog do Bortolotto e encontrei um texto seu. Aí, quis conhecer os outros. Continue. Adriana

driaguida said...

Olha, gostei do seus escritos. Gostei mesmo. Passei lá no blog do Bortolotto e encontrei um texto seu. Aí, quis conhecer os outros. Continue. Adriana