Wednesday, August 18, 2010
Monday, August 16, 2010
Friday, August 13, 2010
numa sexta-feira 13 de agosto,
e isso é do caralho.
e Diddy Wah continua na sua onda "vocês precisam ouvir isso".
se liga nos Elvis.
há 33 anos, o rei empacotava com 14 drogas variadas borbulhando na corrente sanguínea.
::
nem toda polícia...
Thursday, August 12, 2010

Coloquei meu fone de ouvido e minha jaqueta de couro com o forro tão estropiado quanto o das mesas de sinuca do centro da cidade e fui atrás de um dos sujeitos que contribuíram para arruinar minha vida. Terça-feira passada, num começo de noite frio e acinzentado, o congestionamento travava tudo em frente à minha casa, os coletivos estavam entupidos de pessoas preocupadas em chegar logo onde quer que fossem. Larguei meu automóvel de bateria arriada na goma e desci a Cardeal peregrinando, alheio a tudo ao meu redor e com vagas idéias erradas rodeando minha mente. No fone, Harlem tocava alto, muito alto, e ditava meu ritmo. Meia hora e meia depois, cheguei ao meu destino e percebi que o mesmo estava apinhado de gente. Eu já esperava por isso, pois quem estava lá dentro era a lenda viva Robert Crumb. Atochei a boina fundo na cachola e, depois de perceber que seria impossível conseguir um lugar nas cadeiras, me posicionei num degrau estreito da escada, logo atrás de onde Crumb e seu amigo Gilbert Shelton se sentariam para bater um papo maneiro com a rapaziada. Caco Galhardo chegou logo na seqüência e me confessou ali sua ansiedade de intermediar o papo com esses dois senhores que se empanturraram de LSD nos tempos áureos da calça boca de sino. Confesso que nunca li Freak Brothers nem calcei chinelo de couro, cultivo certo asco de qualquer coisa referente aos hippies, mas estava ali apenas para ver, mesmo que de longe, Robert Crumb.
Do local que me posicionei - e não me levantaria mais durante as próximas 2 horas - estava a menos de 2 metros da mesa principal. No momento que os sujeitos entraram, uma muvuca ensandecida se formou por cima da minha cabeça, bicos de sapatos me futucavam as canelas e bundas alheias me esbarravam na cara o tempo todo. Não me importei com nada, apenas em escutar e acompanhar o bate papo apocalíptico que estava rolando. E foi divertido pra caralho. O cara era aquilo mesmo que eu imaginava, um cínico desgraçado, um sujeito engraçado e sacana, que me acompanhou na adolescência em mochilas encardidas e no banco de trás de carros atapetados com vidro à manivela, em salas de aulas tediosas e rodas de maconha no final da rua.
Quando parei de sentir minhas pernas, resolvi me levantar e fumar um cigarro na companhia dos meus amigos. Já estava satisfeito e feliz. Impossível negar que fiquei emocionado.
Leia também, longe dos 140 caracteres e comments abreviados, o relato do Grampá, que conheceu Crumb em Paraty; e do Mac que fez um rolê com o cara para encontrar vinis de 78 rpm em Sampa. São de lascar.
Wednesday, August 11, 2010
Sunday, August 08, 2010
Saturday, August 07, 2010
Monday, August 02, 2010
Saturday, July 31, 2010
Wednesday, July 28, 2010
momentinho poeta #53
que contam
coisas
números
existem pessoas que escutam
ouvem
ou vêem
folhas secas sopradas pelo vento
isso já era
é à toa
existem pessoas que se acham
grandes
coisa
existem coisas
existem pessoas
que são iguais
nem todas
que latem pro carteiro preocupado
com outras coisa
existem coisas
Monday, July 26, 2010
Wednesday, July 21, 2010
Monday, June 28, 2010
Thursday, June 24, 2010
I've been sitting here, thinking
me faz pensar neste filme também.
"Your Own Backyard" - Dion
I've been sitting here, thinking
About when I started in drinking
I went on to dope
It surely did change my life
I cried a tear in a beer for me
I lost everything near and dear to me
Mainly my children and my wife
My idea of having a good time
Was sitting with my head
Between my knees
I knew everything there was to know
Everything except which way to go
I cried, oh, God, take me
Will you, please
Many a time
I swore up and down
I didn't need any of this junk
That was going round
I can quit
Let me finish what I got
After all, this stuff
Sure costs a lot
Then I'll get my feet
Back on the ground
I can't tell nobody
How to live their life
Even though inside
We're all the same
All those things are toys
I was playing with
You know we're all losers
In that game
Now since I've been straight
I haven't been in my cups
I'm not shooting downs
I'm not using ups
You know I'm still
As crazy as a loon
Even though I don't run out
And cop a spoon
But thank the good lord
God, I had enough
Now, I got a friend
His name is Richard Grands
He says you don't need
To be stoned to grow a friend
Believe me
You're all beautiful people
Just the way you are
Tell me, what has that
Stuff done for you so far, yeah
I've been sitting here thinking
Been winking, I been blinking
I don't have to sit around
No more and nod
I can do anything
That I wanna do
I do it straight
I do it so much better too
And it's, it's gotta start
Right in your own backyard
I said it's gotta start
Right in your own backyard
You know everybody has
Their own beautiful backyard
You might have oil wells
In your own back yard
Yeah, your own backyard...
Wednesday, June 09, 2010
Monday, May 31, 2010

"There are moments that I've had some real brilliance, you know. But I think they are moments. And sometimes, in a career, moments are enough. I never felt I played the great part. I never felt that I directed the great movie. And I can't say that it's anybody's fault but my own ... I am just a middle-class farm boy from Dodge City and my grandparents were wheat farmers. I thought painting, acting, directing and photography was all part of being an artist. I have made my money that way and I have had some fun. It's not been a bad life."
Dennis Hopper, 1936-2010
Wednesday, May 26, 2010
monohand

estreia hoje no parlapa. apareçam. na minha opinião, a peça vai fazer as pessoas sorrirem como se olhassem para uma foto engraçada no jornal; escutassem um papo de louco num coletivo, ou melhor, lessem uma série de tiras hilárias sobre uma situação casual. e isso ai é otimo. porra, é o primeiro texto do Caco Galhardo pro teatro, e o cara é um sacador do dia a dia paulistano ordinário, onde nasce o humor palpável mas que apenas caras como ele conseguem criar em cima disso. as gurias são talentosas pacarai; o cenário coloca uma esquina da dona Oscar Freire no palco; agora a trilha... bom, a trilha, espero que dê uma baratinada, ou eu e o Sérgio Arara vamos perder as penas.
"MENINAS DA LOJA"
Primeiro texto para teatro do cartunista Caco Galhardo, trata com humor as histórias e confidências de quatro mulheres que trabalham numa sapataria. Direção de Fernanda D'Umbra.
Espaço dos Parlapatões | Quintas-feiras, às 21h, e sextas-feiras, às 21h30 | Até 2/7
xxx
no site da NME rola a interessante votação "Most Beautiful Band Logo". têm uma porrada de logos clássicos ali. eu gosto dos toscões dazantiga, tipo Clash, Public Enemy, Motorhead, até o do PIL me agrada.
xxx
tá certo que o clipe - a gravadora disponibilizou de forma viral antes do lançamento do disco - é um caminhão de bosta, como diz o Zed, mas a música é corrosiva, daquelas que de cara podem causar um dano repentino nazureba, depois estoura nas tripas até aflorar na cara. the black keys não é uma banda de comédia como um otário de costeletas me falou esses dias numa buáti cheia de seguranças protegendo seu traseiro.
Thursday, May 20, 2010
hoje
Tuesday, May 11, 2010

eu passava horas de boca aberta, babando em cima de cada capa do Conan que esse sujeito fazia. lembro até hoje da primeira vez que me deparei com uma delas, numa banca de revistas em Brasília. porra, o barato se destacava no meio de todas as outras; dava medo e curiosidade; daí eu comprei a Espada Selvagem e fui pra casa. eu tinha 8 anos. aquilo mudou a porra da minha vida.
se não fosse o Frazetta, juro, jamais teria me envolvido com folhas em branco.
valeu, Frank Frazetta, tu sempre foi uma lenda pra mim.
Sunday, May 09, 2010
Wednesday, May 05, 2010
Wednesday, April 28, 2010
Big Rock Candy Mountain
Friday, April 23, 2010
estréia sábado, 21hs
Sunday, April 04, 2010
Wednesday, March 31, 2010
Chilton morreu há 2 semanas. ele foi guitarrista do Big Star, uma banda foda dos anos 70. o primeiro disco deles, #1 Record, é considerado em muitas listas por ai um dos discos mais tristes da música pop.
"I Will Always Love You" - Alex Chilton
roubei o Boogie Woogie Flu. tem muito mais lá.
“Tighten Up” - The Black Keys
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Ontem assisti o documentário “End of the Century – The History of Ramones” que o chapa Marcelo Montenegro gravou pra mim. Bem alto de madrugada na televisão. Emocionante. Aquele caralho de banda salvou minha vida diversas vezes, mergulhado numa calçada rachada com um bando de amigos violentos cantando “Here Today, Gone Tomorrow”, com todo o entusiasmo da juventude escorregando sorrateiramente do bolso de trás da calça jeans justa de Dee Dee.
Hoje eu ainda continuo a me sentir inadequado cortando as unhas dos pés no sofá às três da madrugada ouvindo Ramones. Nada novo. Nada. Sequer algo passageiro ou uma música do Bowie na cabeça, aquela dazantiga em que ele diz que nunca fez coisas boas. Já que às vezes o que resta mesmo é chutar latas num fim de tarde nublado de um domingo de feriado prolongado em São Paulo, com o sol se pondo atrás dos edifícios e as luzes dos postes acesas, quando as sombras começam a abraçar as poucas pessoas na rua e eu finjo ser Joey Ramone só para me tolerar um pouco.
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ando viciado na Estante Virtual. Lá encontrei a “Última Saída para o Brooklin” e “Réquiem para um Sonho”, dois livros fora de catalogo de Hubert Selby Jr. que passei a adolescência procurando em sebos de diversas cidade brasileiras. É possível encontrar tudo lá e eu, imbecil, não me toquei antes. A coleção completa da revista Animal ou até mesmo a lendária Circo. Firmeza. Já chamei pelo “Mulheres”, do Bukowski e “A Lua do Falcão”, do Sam Shepard. Agora vou ali buscar a biografia do Frank Sinatra que está disponível num sebo aqui na Teodoro.
Thursday, March 11, 2010
Wednesday, March 10, 2010
Sunday, March 07, 2010
a life along the borderline
Thursday, March 04, 2010
Bad Dog
Tuesday, March 02, 2010
E vice versa.
Monday, February 08, 2010

Hoje, após passar boa parte da década enjaulado por posse de cocaína e violações de condicional, Gil Scott-Heron, um dos maiores poetas americanos vivo, lança seu primeiro álbum de músicas inéditas em 13 anos. Muitos achavam que ele estava até morto. A XL Recordings coloca na praça “I´m New Here”, um projeto de 4 anos de trabalho junto à Richard Boss - o dono da gravadora independente que possui um catalogo invejável - que foi até a prisão convencer Scott-Heron a gravar e lançar a parada. Você pode escutá-lo na íntegra aqui. Descolei o primeiro single, “Me and the Devil”, uma adaptação assombrosa de “Me and the Devil Blues”, uma das 29 músicas que Robert Johnson gravou nas lendárias sessões num estúdio no Texas. Com percussão eletrônica marcada, típico da black music que Scott ajudou a criar e influenciou desde o começo dos anos 70, a música segue densa e arrastada e coloca o diabo ao seu lado num começo de noite. A canção que dá nome ao disco é uma cover do Smog, também conhecido como Bill Callahan, um folk que fala de recomeço e que, na voz de Scott, soa como bluesman esquecido no canto mal iluminado de um bar. “Your Soul and Mine” surge com uma base eletrônica e sintetizadores fazendo clima para a poesia de Scott-Heron. “I´ll Take Care of you” é uma pérola soul carregada de anseio na voz poderosa do crioulo chapado. O disco, sem dúvida, é um dos lançamentos do ano.
Gil Scott-Heron - "Me And The Devil"
Sunday, January 17, 2010
a home in heaven
aliás, ando me entupindo de vinis do Will Oldham, já adquiri 3 deles só essa semana. passar uma tarde vasculhando lojas de discos é uma das minhas maiores alegrias. ontem adquiri "songs of love and hate", do Leonard Cohen; "trout mask replica" e "clear spot", do Captain Beefheart; o clássico "histoire de melody nelson", do Gainsbourg; e "Ramblin'Man", do Hank Williams.
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aqui uma música do WO, de outro disco (Ask Forgiveness), que gosto bastante.
"Cycles"- Bonnie 'Prince' Billy
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ontem descobri que minha perna está bem melhor. após tomar uma pá de cervejas variadas, rolei escada abaixo num bar estranho aqui na cidade perdida onde estou. não entendi muito bem o que aconteceu, mas minha bota subitamente perdeu a aderência logo no primeiro degrau, assim, escorreguei de costas até a curva da escadaria que leva ao banheiro no subsolo. fiquei alguns segundos me recuperando, sem olhar para trás, disfarçando a enorme vergonha que me consumia, no entanto, logo que me levantei, perdi novamente o equilíbrio e outro estabaco veio para completar o percurso até a porta dos lavatórios. o sujeito que estava saindo de uma das cabines deve ter imaginado que eu fosse alguma espécie de imbecil performático engraçadinho, já que me encontrou, após todo aquele barulho de carne batendo contra madeira, com um sorriso de merda na cara, estateladão com uma lagartixa no azulejo mijado. agora manco da perna direita.
Saturday, January 16, 2010
Tuesday, January 12, 2010
And then I see a darkness

viajando através do norte profundo, onde tempestades brancas não eram tão densas há tanto tempo. onde as pessoas aprendem a se consolar sozinhas em seus monitores. dois homens encapuzados carregando baldes, com os dedos encolhidos, por uma rua mal iluminada gritam para mim, do outro lado, melhor encontrar teu rumo, parceiro, parece que foi isso. um sonho, talvez, já que as noites daqui escurecem cedo nessa época do ano. portas e janelas e olhos claros se fecham. pedaços de bonecas em sacos plásticos de lixo coloridos na lama de fuligem. carros, placas e pavimento congelados sob uma camada espessa. galho seco e calefação. igrejas assombradas. no jornal, uma garota que morreu no ano novo após um longo período doente.
"Bernadette & her crowd" - Vic Chesnutt
Tuesday, January 05, 2010
um hino de guerra sangue
no olho blues
pós-apocalíptico.
tqparil.
Monday, January 04, 2010

nevou bastante esses dias. as pessoas se aglomeraram para comemorar o novo ano com fogos e algazarra. preferimos fugir para a casa que range como uma idosa se agachando. um lugar legal que nos protege das fortes lufadas dos ventos ocidentais. a apocalíptica cidade está coberta por uma camada grossa de gelo. tudo cinza e branco, com neons ocasionais numa nebulosa meia-noite. percebo que minha perna esquerda ainda não melhorou quando, mesmo que de leve, perco o equilíbrio no ritmo lento e perigoso da vida. eu precisava desaparecer no meio do caos, longe de alarmes despertadores ou barracas de acampar. está funcionando. fico em silêncio, leio e jogo conversa fora com minha mulher.
Wednesday, December 30, 2009
sei que meu amigo já voltou pra casa e as coisas estão quase prontas.
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Vic Chesnutt morreu, numa overdose de relaxantes musculares, na noite de natal. uma grande perda.
Vic Chesnutt - "Flirted with all my life"
mais.
Wednesday, December 09, 2009
Friday, December 04, 2009

Hoje terminei de ler “Leões de Bagdá”, uma HQ lançada aqui em 2008, de Brian Vaughan e Niko Henrichon, baseada numa história real que aconteceu após um bombardeio americano que atingiu um zoológico iraquiano, libertando quatro leões famintos pelas ruas devastadas da lendária cidade do Sudeste Asiático. Li hoje cedo essa novela infanto-juvenil - algo como uma clássica história da Disney sem aquela fofurice mela-cueca e esperançosa -, onde os animais se comunicam entre si e travam questões, de forma ingênua, sobre a liberdade e o aprisionamento aconchegante do zoo, e encaram as roubadas da nova realidade. Fiquei um tanto comovido com o final. Talvez por não esperar aquele desfecho para a história cruel dos bichanos; talvez pela ingenuidade pura e tola de uma história em quadrinhos feita nos velhos moldes; quiçá por ela me lembrar também dessa minha antiga diversão, que é ler um quadrinho, uma revistinha com uma bela fábula triste.
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Este ano já deu a cota. Passei esta última semana quebrado. Carreguei minha carcaça de grilho, a capa do Batman, pelas ruas escaldantes e entupidas de São Paulo. Agora vou dar umas bandas por ai, respirar novos ares em ambientes fechados. Ficar bêbado demais para sonhar, agarrado nos braços da minha mulher como se o chão fosse desaparecer sob meus pés. Preciso dar uma volta descompromissado sem pressa com as mãos nos bolsos. Arremessar coquetéis Molotovs numa casa na árvore e rir longe de tudo. Talhar grunhidos em portas de banheiros públicos com meu canivete suíço falsiê. Ouvir country music honky tonk sob o vento causticante de alumínio dos trópicos em lugares improváveis. Fumar bastante e foder minha alma com bebidas fortes de origem suspeita escutando os ecos das ilusões. Olhar as luzes das casas do outro lado da colina brilhando na escuridão. Não tenho planos ou vontades para o novo ano, nunca penso em períodos, tudo será sempre súbito e brusco na minha vida. Por enquanto, quero apenas sair para dar uma volta.
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aqui meus álbuns preferidos de 2009:
- Fiery Furnances – "I`m Going Away"
- Grizzly Bear – "Veckatimest"
- Girls – "Album"
Aqui uma paulada para animar suas noites quentes e festivas de final de ano:
"Brand New Cadillac” – Vince Taylor
E outra pra dar um passeio de carro às 5 horas da matina em bairros afastados pensando que a noite irá compensar a ressaca.
"Life Turned Her That Way" - James Carr
puta que o pariu. essa música dichava.

Yippee Ki Yay Santa
Monday, November 30, 2009
Sunday, November 29, 2009
Friday, November 27, 2009
Monday, November 23, 2009
Sunday, November 22, 2009
Friday, November 20, 2009
hoje
"We Almost Lost Detroit" - Gil Scott-Heron & Brian Jackson
Tuesday, November 17, 2009
hoje, né
vou sair com meu taco de baisebol.
por isso, não mexa comigo. não me faça nervoso.
algumas pessoas passam a vida inteira sem entrar numa briga. estou me sentindo assim hoje.
com vontade de tacar fogo em você e apagar com pauladas, com meu taco de baisebol.
apareça aqui na porta de casa. e eu vou te receber com minha arma apontada pra tua fuça.
meus grandes inimigos.
agradeço que vocês ainda existam.
por enquanto.
vou fazer tuas mulheres viúvas e teus filhos orfãos viciados em crack perambulando pelas quebradas da Paim. eles ainda vão me pedir moedas.
sempre que acordo, faço uma roleta russa encarando o espelho trincado.
ensaio um adeus.
no entanto, o satanás ainda me quer aqui.
com meu v8 apavorando civis.
meu taco de baisebol no banco de trás.
xavascas pingando e narizes escorrendo o sumo da verdade.
o sangue quente e a fúria sem controle. algo que explode e estilhaça dentro do meu peito.
por opção.
fique longe de mim.
ou serei obrigado a subir teu gás.
outra vez.
Friday, November 13, 2009
minha obscura vida de artista direitista arrogante
*
na segunda, dia 16 de dezembro, rola mais uma edição do Rive Gauche no espaço b_arco, com leitura da peça francesa "Escola de Viúvas"; no elenco tem a Maria Manoella, a Tati Tomé, Majeca Angelucci e o Zé Trassi. eu vou desenhar - com mais uma pá de gente - o que der na telha durante o ato. a partir das 20hs30. endereço no link.
*
e na terça, na Livraria da Esquina, discoteco safadezas hereges acompanhado das bandas Fábrica de Animais e La Carne. paulera pura. a partir das 22hs. veja o endereço no link.
e venha comigo.
você tem um cigarro aí?
vamos juntos explorar das massas.
sem dormir direito, claro.
Thursday, November 12, 2009
O ar que me falha surge quando corto estradas sobre planícies resplandecentes que variam a direção de acordo com árvores e imensas rochas no caminho. Sei que pode parecer loucura. Estou intoxicado pela metrópole peçonhenta. Eu nunca me digo a verdade. O ar me falta e invento, por isso, escapo e perco a cabeça. Algo se acomete sobre mim. Meu regular nunca é suficiente. Sei que não adianta. Talvez eu deva explodir como uma garrafa arremessada num muro. A sorte que suja e pinga vermelho. Quando atravesso planícies desoladas pelo vento, mantenho-me quieto e absorto. Invento. E tudo é bem mais fácil que morrer para mim. Paro num posto de abastecimento em Passo Alto. Perco a cabeça e o céu despenca. Com punhos cheios de poeira, observo a paisagem. O sopro que deita as lavouras no horizonte. O sol pune tudo ao redor. Nuvens detonam no céu. Pela última vez. Eu trouxe minha ansiedade para uma planície desolada, agora deixo que os lobos me julguem. Lá de longe. Uivo para que me encontrem
e
me
dest
ri
nch
em.
Friday, November 06, 2009
Monday, October 26, 2009
Sunday, October 25, 2009
Monday, October 19, 2009
Friday, October 16, 2009
Wednesday, October 14, 2009
uma vida imaginada
arquivada numa caixa
de sapatos de papelão
escondida na parte de cima de um armário
embutido
nunca se sabe
descompensado
de madeira
amarelada
coisas de lugares menores
de manhãs
imaginadas
num carro vazio
longe pra caralho
parado
no meio de um viaduto
interditado
a porta do motorista aberta
o som ligado
numa rádio country
num velho automóvel
à gasolina
num estacionamento
mal iluminado
um senhor pálido
olhando a cidade
através
do pára-brisa
do reflexo embaçado
respirado
vidrado
que assiste
retrovisado
escurecido
sob o céu claro
de nuvens cinzas
carregadas
que dançam
e explodem
em silêncio
para pedir
baby, não vá.
Wednesday, October 07, 2009
penas pretas
Monday, October 05, 2009
Friday, October 02, 2009
A vida é um livro aberto com as últimas páginas arrancadas
"Lembrete: 17 de seus amigos convidaram você para participar do Facebook”
Sempre achei interessante a idéia de inventar uma identidade, mas não, por favor, amigos, por favor, parem de me convidar para ingressar a porra desse Facebook. Vejam bem, sou um ser peludo e nojento, azedo, grosseirão e débil, não tenho nada de interessante para mostrá-los, nem mesmo meus testículos inchados ou minhas espinhas pustulentas no cotovelo. Lembre-se, minha gente guerreira, eu não existo. Sou um completo embuste, entretanto, faço um certo esforcinho para parecer sincero, e, olha só, tenho 5 amigos apenas.
Tuesday, September 29, 2009
Tuesday, September 22, 2009
hoje rola Saco de Ratos, no Café Aurora, ali na 13 de Maio, onde mora a maldade.
**
amanhã, quarta-feira, acontece a penúltima apresentação de "Curta-Passagem". 21hs, no Satyrus I. Praça Franklin Roosevelt, 124.
quem não viu, apareça.
depois a gente malha umas garrafas.
**
e o Scream & Yell aparece de layout novo.
ficou muito bom.
Tuesday, September 15, 2009
ele é um piloto
Monday, September 14, 2009
desgoverno
A engenharia é dura. Querem disciplinar os pixadores. Enquanto Kassab & Serra tentam apagar a cidade de todas as formas, alguns moleques pestinhas negligentes e perigosos tentam revidar. Tá certo que muitos hoje em dia só ‘ataquem’ em galerias; outros façam arte em avenidas mais movimentadas com aval da Prefeitura, no entanto, que a pixação continue nas ruas, no topo dos prédios e no concreto dos viadutos. Lembrem-se: pixação não é grafitti. E viva o Tietê.
Bátima & Roben: preocupadões conosco
fim da noite
Thursday, September 10, 2009
quando Bob Dylan fez a cabeça dos Beatles.
* aqui um video de Dylan, com a cara pintada de branco, sinistro, mandando sozinho "Tangled Up In Blues". foda.
Monday, September 07, 2009
Wednesday, September 02, 2009
doenças, vícios e outras nhacas
The Rising Storm é um dos melhores sítios que já encontrei para a prática abjeta de baixar canções obscuras de qualidade hipotética. O cara é um grande conhecedor de músicas que podem te levar a pensar em dar cabo na vida. Isso aqui, por exemplo, transforma sua cabeça num travesseiro. Agora, o post dele sobre punk-blues é só paulada, escuta isso ai embaixo e imagine mulheres de bikinis asa delta, empunhando metralhadoras em possantes carros v8, cuspindo bala em velhinhas com pesadas sacolas de supermercado.
antes de dormir
Gláucia era uma criança grande que não gostava de ser amolada. Nem de trabalhar. Gláucia não era chegada em banhos. Nem um pouco. Nem em meias. O tipo de garota negligente que sempre arrebentava a pulseira do relógio. E enquanto andava por ai com sua bocarra aberta para o pavimento irregular, Gláucia sentia como se pudesse engolir o mundo, de uma só vez, apenas para depois defecar uma massa cinzenta na mesma calçada cheia de gente. Positivamente negativa, por opção, claro. Nesta cidade. Gláucia era assim, tinha uma visão bem aguçada e não se deixava levar pelo papo furado. Alguns diziam que ela era louca. Não creio. Nem duvido que me apaixonei por ela. Quando ficava nervosa, Gláucia quebrava coisas e se sentia bem melhor em seguida, dançando com a noite escura e silenciosa uma música que tocava alto em seu jukebox mental. Sem remorsos. Eu ainda penso muito em Gláucia antes de dormir, só que um dos meus irmãos bem que me alertou, “Gláucia se casou com ela mesma, não pense mais nisso, volte ao trabalho”. Soube esses dias que Gláucia foi vista semanas atrás comprando mantimentos enlatados no armazém do seu Pedro. Dizem que ela desapareceu pela interestadual que desce para o Sul. Já não mantinha mais contato com ninguém e sempre fugia quando me via na rua, ou você. Não acredito que Gláucia esteja morta. Gláucia é uma criança grande e aborrecida de olhos vermelhos. Não há nada de errado com isso. Tá tudo certo. Como deixar a porta de casa aberta a noite inteira. Razoável. Para que as lembranças escafedam-se.
Thursday, August 20, 2009
faz tempo que não vejo
a chuva castigar
tanto assim a cidade
como se alguém
muito aborrecido
lá em cima
arremessasse mudanças
mais uma vez
há muito tempo
seguro a respiração
não faz a menor diferença,
apesar da chuva,
que sempre cai
das velas que se apagam o tempo todo
das janelas que batem
e das árvores semeadas
em calçadas descascadas
que balançam no escuro
sob as luzes elétricas dos postes
sombras dançam
colhidas
talvez eu finja fugir
mais uma vez.
quem sabe,
o sol raie,
como um espírito
dentro de mimque chantageia
e trava






















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